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Como montar um relatório de estágio, nota 10? É um pergunta que sempre recebo por aqui e nas redes sociais. Se você caiu de paraquedas aqui, deixe-me apresentar, sou farmacêutica, e 4 anos da minha vida eu fiz relatório de estágio, sim 4 ANOS! Cursei 5 anos de faculdade, e como falei dentro desses 5 anos, 4 estão 'dedicados' aos relatórios de estágios, ahhh esses relatórios,rs...
A notícia boa pra você que está começando nessa saga de relatórios de estágios é que, depois de um tempo você começa a ficar ' craque' nos paranauês dos estágios, então não se desespere à toa, um dia tudo fica mais tranquilo, ou não, rs. O primeiro relatório de estágio a gente nunca esquece não é? Tanto não esquece que nem sabemos fazer, embora seu professor tenha dado todas as instruções você fica bem perdido, e o GOOGLE é a salvação.

Mas vamos ao que interessa, o relatório de estágio é um documento muito importante, que na verdade vai documentar todo esse período de estágio que você fará. Desenvolvido através de situações práticas e técnicas do dia a dia do seu estágio, suas experiências. Documento indispensável para avaliação, nota final do estágio e ser aprovado no curso, então não vacile, é um importante documento de extrema relevância, sem ele, sem nota e sem aprovação no curso.
O conteúdo do relatório de estágio, geralmente os professores responsáveis direcionam como querem que o relatório de estágio seja montado, com alguns tópicos, fotos, experiências e anexos, etc. No relatório vai conter sua real experiência, atividades desenvolvidas, fotos, melhorias que você como profissional faria, o que você mudaria, algum problema detectado e a solução para o mesmo. Esse são alguns dos temas que você pode abordar dentro do relatório de estágio. Um observação muito importante, nunca, jamais 'critique' alguém ou algo que não seja profissional, problemas que estão relacionados com questões pessoais devem ser relatados ao professor responsável, coloque no relatório somente o que for conveniente ao relatório de forma profissional.

Pra montar seu relatório de forma mais fácil, é importante você manter um diário profissional do mesmo, escreva suas atividades diárias e tarefas, problemas profissionais que você tentaria resolver se colocando no lugar do profissional, caso um dia você ocupe aquele cargo, troque experiências com os colegas de estágios e sempre anote tudo, para que na elaboração do trabalho você não esquece de nada. Lembre-se que o relatório é de suma importância, um trabalho acadêmico e deve seguir formas de uma metodologia acadêmica, como por exemplo o tcc. A estrutura mais utilizada para elaboração do relatório de estágio é:

  • Capa 
  • Folha de Rosto
  • Folha Aprovação
  • Sumário
  • Introdução
  • Atividades Desenvolvidas
  • Conclusão
  • Anexo
  • Referências Bibliográficas



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Esse foi meu discurso como oradora da turma de farmácia, formandos Dezembro/2017. Tentei expressar e resumir da melhor forma, em pouco tempo o discurso e em poucas linhas para escrevê-lo, já que eram somente 20 linhas, o que vivemos em 5 anos. Cada palavrinha tem um sentimento ímpar que gera toda a trajetória de uma vida acadêmica de muita ralação, mas cheio de amor, rs. Segue abaixo o discurso que fiz mais rápido da minha vida, e também mas emocionante, rs.

Discurso –  Turma Farmácia

Prezados Formandos, homenageados, paraninfos, professores, familiares e amigos, Boa Noite!
Como foi apresentado hoje falo como oradora da turma de farmácia, e quero destacar aqui minha enorme gratidão, por representar todos vocês, muito obrigada!
Primeiramente torna-se mais que necessário agradecer a Deus por essa realização, por mais esse feito, por todas as conquistas até aqui, e por todo esse ‘mundo’ a ser desbravado por nós farmacêuticos.
Agradeço aos professores que ao longo dessa trajetória, muitos se tornaram mais do que mestres, mas também amigos, conselheiros, e que nos ensinaram a amar ainda mais nossa profissão, nossa eterna gratidão a vocês.
Um agradecimento especial as nossas famílias, amigos, sem vocês talvez muito de nós não teríamos chegado até aqui, e aqueles que mesmo de fora, mas sempre presente conosco, obrigada de coração pelo apoio, incentivo,  cuidado e carinho.
É muito difícil falar por um grupo de pessoas tão distintas entre si, mas posso tentar, por simplesmente ter convivido e dividido tanto tempo juntos.
Foi um caminho longo de 5 anos, e em alguns momentos bateu o desânimo, vieram alguns tropeços, coisas da vida, ninguém está livre de tais eventos. Mas ainda bem que nesses momentos difíceis sempre se estenderam mãos que nos levantaram, para que pudéssemos estar aqui hoje nesse momento único.
Tenho certeza que hoje passa um filme na cabeça de todos aqui formandos, a primeira aula prática, o primeiro jaleco, a primeira foto no laboratório, quantas recordações, quanto aprendizado, quantas histórias. Gosto sempre de deixar uma motivação, e achei sensacional o trecho de um discurso da Michele Obama feito na Universidade da Califórnia “Quando os tempos ficarem difíceis e o medo se instaurar, pense naquelas pessoas que abriram caminho para você, e naquelas que estão contando com você para abrir o caminho para elas. Nunca deixe que a insegurança ou o medo ditem o curso da sua vida.”
E hoje é um dia de festejar o fim de um ciclo em nossas vidas, que começamos a exatamente 5 anos atrás, e que antes parecia uma eternidade, mas esse dia chegou, hoje! Lembrem-se cada um faz parte de um capítulo que ambos se completam em um livro muito lindo que começou a ser escrito em 2013, e que terá inúmeras histórias ao longo de nossas vidas, um espetáculo nunca é elaborado sozinho, sempre existe uma grande equipe nos bastidores!
Espero e desejo a todos nos muita perseverança, um pouco de paciência por que nem tudo será tão magico e rápido, como foram nos nossos anos acadêmicos. Desejo muita sorte, luz, por que se somado ao talento e amor com certeza seremos excelentes profissionais! Agradeço mais uma vez a Deus, por que até aqui o Senhor tem nos ajudado! E por fim muito sucesso a todos nós!
Obrigada de coração!!!
Discurso Farmácia 11/04/2018

Aluna: Renata  Arpini


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O papel do orador na turma sem dúvida é muito importante, o que ele representa?
O orador é um aluno escolhido para representar a turma solenemente na formatura, e contar resumidamente a trajetória construída dos alunos ao longo da faculdade. Portanto, seu papel é muito importante, pois representar algo tão marcado na vida de um grupo de alunos ao longo de anos e que ficará sempre registrado na memória de todos.

Alguns de vocês sabem que eu fui a oradora da minha turma de farmácia, sim nem eu mesma acreditei em tamanha honra, em poder compartilhar esse momento tão maravilhoso com todos presentes em nossa formatura. Nem nos meus melhores sonhos eu imaginaria que algum dia falaria pra mais de 500 pessoas (ou mais), e me sentiria tão honrada por tamanho feito.

Tudo foi muito rápido, me escolheram e com menos de um mês para formatura tive que elaborar o discurso e claro criar muita coragem para tamanho feito, hahaha... A princípio fiquei muito insegura pois nunca havia falado para tantas pessoas, e confesso se soubesse como seria de verdade aquela imensidão de pessoas talvez nem teria aceitado, na hora eu me vi na frente de tanta gente que bateu aquele 'gelo' na barriga.

Mas graças a Deus tudo deu muito, mais muito certo e quando me vi estava lá lendo meu discurso em apenas 3 minutos, sim somente 3 minutos para expressar 5 anos de faculdade, muito pouco néh, ah, e o discurso tinha que ter apenas 20 linhas, tudo muito limitado devido ao tempo e com isso expressamos nossos sentimentos e emoções ao longo de 3 minutos e 20 linhas dentro de 5 anos, rs.

Foi uma experiência única, e me senti muito honrada, minha turma a cada ano, ao longo da faculdade foi ficando pequena, começamos com mais de 40 alunos e aos poucos, devido as intempéres da vida uns mudavam o curso  da vida e deixavam a estrada que juntos começamos a trilhar, e no fim ficamos  ao todo 20 formandos, mas somente 17 concluíram a jornada em Dezembro de 2017. Como disse foi uma honra e um orgulho poder subir lá, e representar minha turma, minha trajetória acadêmica de 5 anos de luta, empenho, ralação mas muito amor!


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Química Analítica

Dispersões, Soluções e Coeficiente de Solubilidade

Dispersões:

O processo de dispersão ocorre quando misturamos duas ou mais substâncias. Podemos citar como exemplo água e areia, água e sal, entre outros. Chamamos nesse caso a areia e o sal de disperso, e a água de dispersante. 
Há três tipos de dispersões, são elas: Suspensão, Dispersão coloidal ou coloide e Solução verdadeira ou apenas Solução.
A diferença entre esses três tipos de dispersões está relacionada ao tamanho das partículas que estão disseminadas no sistema. Na suspensão as partículas tem um diâmetro maior que 1.000 nm, na Solução coloidal as partículas tem um diâmetro entre 1 e 1.000 nm e na Solução as partículas tem diâmetro menor que 1 nm.

Vamos explicar melhor cada tipo de dispersão:
·                     Suspensão:
Como visto acima, a Suspensão apresenta partículas com o maior diâmetro. Por conta disso, podemos observá-las a olho nu, ou seja, é um sistema heterogêneo. Essa dispersão pode ter seus componentes separados por métodos mecânicos, como: filtração, decantação, sifonação e centrifugação.
Ex: água e areia, água e argila, leite de magnésia.
·                     Dispersão coloidal:
Nesse caso, as partículas não podem ser observadas a olho nu, o que nos leva a um erro: Achar que o sistema é homogêneo. O coloide é também um sistema heterogêneo, mas só conseguimos enxergar isso com o auxílio de ultramicroscopia, e a partir disso podemos observar que há uma substância envolvendo e sendo envolvida pela água, sendo portanto, parcial. Essa dispersão pode ser separada por processos, porém, com mais dificuldade do que ao separar uma Suspensão. Em vez de um filtro comum é necessário um ultrafiltro, em ao invés de uma centrífuga comum é necessário uma ultracentrífuga e assim por diante.
Ex: gelatina, maionese.
·                     Solução:
As partículas nesse caso não estão apenas disseminadas em água e sim, dissolvidas. Mesmo com microscópios extremamente poderosos é impossível visualizar as partículas. Com isso, classificação a solução como um sistema homogêneo. Essa dispersão não pode ter seus componentes separados.
Ex: água e sal, água e açúcar.

Soluções:
As soluções são sempre homogêneas. Quando tratamos de uma solução não classificamos seus elementos como disperso e dispersante, chamamos respectivamente de soluto e solvente. 
Há diversos critérios de classificação, como:

Estado físico:
- Soluções sólidas: liga metalúrgica, níquel, cobre, etc
- Soluções líquidas: café com leite, água do mar, etc
- Soluções gasosas: ar atmosférico, etc

Tipo de soluto:
- Solução iônica: ocorre quando as partículas dispersas são íons
Ex: íons do sal de cozinha (Na+ Cl-)
- Solução molecular: ocorre quando as partículas dispersas são moléculas
Ex: moléculas de açúcar (C12H22O11)

Proporção entre soluto e solvente:
Dados:
100 g de água dissolvem, no máximo, 36,5 g de NaCl, à 25º C.
100 g de água dissolvem, no máximo, 40 g de NaCl, à 100º C.

·                     Solução diluída:





Vamos colocar nesse recipiente os dados da figura. Considerando que estamos trabalhando à 25º C, vimos que a quantidade que colocamos (5 g de NaCl) está distante do valor limite de solubilidade. Com isso, teremos um sistema homogêneo, e soluto se dissolverá com facilidade. Essa solução chamamos de diluída.

·                     Solução concentrada:


Trabalhando com os dados da figura e os dados acima, vemos que dessa vez a quantidade de NaCl colocada no solvente é igual ao limite de solubilidade. Continuaremos apresentando um sistema homogêneo, porém, para haver a dissolução do sal demorará um tempo maior do que no primeiro caso. Dizemos então que essa é uma Solução concentrada.
Mais precisamente: Uma solução concentrada é quando o soluto se encontra na quantidade máxima que o solvente pode diluir.

·                     Solução saturada:



Toda solução saturada é também concentrada. Dizemos que uma solução saturada é aquela que atingiu seu limite máximo de solubilidade. Se caso adicionássemos mais 0,1 g de NaCl, mesmo nessa pequena quantidade teríamos uma solução saturada com corpo de fundo, e esse corpo de fundo valerá 0,1 g (exatamente o excedente). 
Mais precisamente: Quando o solvente (ou dispersante) já dissolveu toda a quantidade possível de soluto (ou disperso), e toda a quantidade agora adicionada não será dissolvida e ficará no fundo do recipiente.
·                     Solução supersaturada:





Essa solução para mim é a mais interessante. Trabalhando a 25º C observamos que essa solução tem mais soluto que ela pode dissolver com a quantidade de água especificada. Só porque ela está com uma quantidade superior de soluto não quer dizer que ela seja mais ou menos saturada do que a vista acima, ela é uma solução saturada, só que apresenta corpo de fundo. 
Agora, para termos uma solução supersaturada é necessário aumentarmos a temperatura, isso porque como você pode reparar, ao elevarmos a temperatura, elevamos concomitantemente o seu limite de solubilidade. À 25º C a solução dissolvia 36,5 g, se aumentar para 100º C o limite de solubilidade será de 40 g. 
Bem, com isso tornamos a solução saturada. Porém, se formos diminuindo a temperatura e voltarmos a 25º C não teremos mais o corpo de fundo, ele continuará dissolvido em água. Apesar disso, esse sistema é muito instável e com qualquer choque mecânico, mínimo que seja, o sistema volta ao seu normal, ou seja, volta a ser uma solução saturada com corpo de fundo.

Se você acha que a solução supersaturada não está presente em seu cotidiano, leia só essa curiosidade:
Sabe quando vemos os aviões deixando rastros no céu? Acredite ou não, aquilo é um exemplo bem claro de uma solução supersaturada. O ar atmosférico é uma grande solução, onde temos o vapor d'água como soluto e o ar como solvente. Em dias bem quentes, o vapor d'água se acumula no céu, tornando-o uma solução saturada, conforme a tarde vai chegando, a temperatura vai diminuindo, com essa diminuição da temperatura ocorre a Solução supersaturada. Ao passar o avião e desestabilizar esse equilíbrio, cria-se aquele rastro no céu, que nada mais é a passagem de uma solução supersaturada, para uma solução saturada com corpo de fundo.

Coeficiente de Solubilidade:

Cada substância tem um ponto de saturação para uma certa quantidade de solvente e a uma dada temperatura. Esse ponto de saturação é chamado de Coeficiente de Solubilidade.
Esse coeficiente mede a quantidade necessária para que uma substância sature em uma quantidade padrão de solvente, em determinadas condições de temperatura e pressão.

Quando o coeficiente de solubilidade é praticamente nulo, dizemos que a solução é insolúvel. Quando tratamos de dois líquidos e eles não se dissolvem um ao outro, dizemos que eles são imiscíveis.

Relação da solubilidade de gases em líquidos:
Geralmente os gases são pouco solúveis em líquidos. Essa solubilidade depende da pressão e da temperatura. Caso aumentemos a temperatura do líquido, ele tende a expulsar os gases, diminuindo assim a solubilidade do gás nesse líquido. 
É por conta dessa observação que os peixes não vivem bem em águas quentes, devido a falta de oxigênio dissolvido em água.
Caso aumentemos a pressão, estaremos "empurrando" o gás para dentro, tendendo a aumentar a solubilidade do gás.

De acordo com a Lei de Henry:
Em temperatura constante, a solubilidade de um gás em um líquido é diretamente proporcional à pressão sobre o gás.

Fonte: Química (Físico- Química)- Volume 2, Ricardo Feltre

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Química Analítica

Para a medida de meio ácido-básico ou do pH de uma solução são muito úteis os papeis indicadores.
Eles são fabricados impregnando-se papel filtro de alta qualidade com soluções indicadoras ou misturadas. O papel é então, seco, cortado e embalado nos tamanhos correspondentes.
Para usar um papel indicador, introduza a ponta do bastão de vidro na solução, retire-o cuidadosamente da solução e toque o papel com a ponta do bastão até que um pouco da solução seja transferida para o papel. Tome cuidado para não encostar o bastão nas paredes internas do tubo, pois elas podem estar umedecidas com ácido ou base em decorrência de um processo de mistura inadequado.
Os papéis indicadores nunca devem ser imersos na solução para evitar alguns convenientes, tais como, perda de solução por absorção do papel, especialmente quando o volume for pequeno, e contaminação com indicador e com fibra de papel.
Para determinar se uma solução é acida ou básica utiliza-se o papel de tornassol, em geral disponível em tiras montadas em cartelas (figura 1.1).


Figura 1.1: Papel de tornassol em cartela.
Quando o papel de tornassol está vermelho-alaranjado indica meio ácido e quando está azul indica meio básico. Para realizar as medidas é indiferente a utilização do papel vermelho ou o azul. Basta lembrar o que significa o vermelho-alaranjado e o azul. Por exemplo, se fizemos o teste utilizando o papel azul, então após o papel ser umedecido com a solução, pelo toque do bastão de vidro, temos apenas duas possibilidades para o resultado:
1) se o papel continua azul significa que a solução é básica;
2) se o papel muda de azul para vermelho-alaranjado então a solução testada é básica.

Se o objetivo é ter uma medida aproximada do pH de uma solução então utilizamos o papel indicador universal. Ele está disponível no comércio em fita (embalagem em rolo), em tiras de papel acondicionadas em cartelas de papelão ou montado em pequenas tiras de material polimérico (geralmente, embalagem em caixa com 100 tiras). Em todos os casos, vem acompanhado de uma carta de escala de pH com a correspondência de cores, com a qual se compara o teste realizado para obter a leitura do pH correspondente.
  

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Química Analítica

Introdução
Uma solução tampão é aquela que dentro de certos limites sofre apenas ligeiras variações de pH quando recebe a adição de pequenas quantidades de íons H+ ou OH-. É constituída por um ácido fraco e sua base conjugada ou por uma base fraca e seu ácido conjugado, em concentrações aproximadamente iguais.
Exemplos: NaC2H3O2 e HC2H3O2; NH3 e NH4Cl; Na2HPO4 e Na3PO4.

Considerando o equilíbrio existente entre um ácido fraco genérico (HA) e a água, temos uma pequena concentração do íon A-, bem como de H3O+ no meio, predominando a espécie HA na forma molecular.

HA(aq) + H2O(l) à A-(aq) + H3O+ (aq)   (eq. 1)

Admitindo que a essa solução seja adicionada uma dada quantidade da base conjugada A-, as concentrações de HA e A- serão predominantes, ao passo que a concentração de H3O+ será ainda menor do que antes da adição de A-.

Se uma pequena concentração de um ácido forte é adicionada a esse meio, esse ácido será consumido pela base, formando mais HA e água, mantendo dessa forma o pH inalterado.

H3O+(aq) + A-(aq) à HA(aq) + H2O(l)  (eq. 2)

Analogamente, se uma pequena concentração de base forte é adicionada a esse meio, a OH- será consumida pelo ácido do tampão, sendo mais HA dissociado para repor o H3O+ consumido (eq.1) e o pH é mantido constante:

OH-(aq) + H3O+(aq) à 2H2O(l)    (eq. 3)

Na solução tampão estará em equilíbrio o ácido e sua base conjugada segundo a equação 4:

HA(aq) + H2O(l)  à      A-(aq)   +       H3O+ (aq)    (eq. 4)
                                Ácido                 Base conjugada


A constante de dissociação ácida (Ka) desta reação será:
     Ka = [A-] [H3O+] / [HA]            (eq. 5)

Dessa forma, de posse do valor de Ka e conhecendo-se as concentrações de HA e A-, pode-se determinar a concentração de H3O+ e o valor de pH da solução tampão formada, com base na equação 5. Além disso, pode-se calcular a variação de pH em decorrência da adição de uma certa concentração de um ácido ou uma base forte.

2) Considerando agora a base conjugada A-, derivada de um ácido fraco (HA)

A-    (aq) + H2O(l)  à HA(aq)+ OH- (aq) (eq. 6)

De forma similar ao caso 1, se certa quantidade do ácido fraco HA é adicionada ao meio, haverá o predomínio de maiores concentrações de HA e A- e consequente diminuição da [OH-].
Se uma pequena concentração de ácido forte é adicionada ao meio, esse reagirá com os íons OH- livres, e mais A- reage com a água para repor a concentração de OH- que reagiu, e assim o pH se mantém inalterado.
De modo semelhante, ao adicionar íons OH- provenientes de uma base forte ao meio, esses íons irão reagir com o HA presente, sendo o pH também mantido constante. De forma análoga a equação 5, tem-se a expressão envolvendo a constante de dissociação básica (Kb), com base na equação 6:
Kb = [HA] [OH-]/ [A-]    (eq. 7)

Normalmente os valores de Ka são tabelados, podendo facilmente ser obtido o valor de Kb com base no produto iônico da água (Kw) = 1,00 x 10-14, onde:

Kw = Kax Kb (eq. 8)

Assim é possível calcular a [OH-], utilizando o valor de Kb e as concentrações de HA e A-, e consequentemente determinar o valor de pH da solução tampão formada. Além disso, pode-se calcular a variação de pH em decorrência da adição de uma certa concentração de um ácido ou de uma base forte.

Objetivo:
Preparar uma solução tampão e verificar a alteração de pH pela adição de um ácido forte.

Materiais e Reagentes:
·         4 Béquers de 100mL ou maior
·         3 conta-gotas
·         Medidor de pH
·         Indicador universal em tiras
·         2 balões volumétricos de 100mL
·         1 bastão de vidro
·         3 pipetas de vidro com pera.
·         1 Proveta de 100mL
·         Água destilada fresca
·         Ácido Clorídrico - HCl
·         Ácido acético - CH3COOH
·         Cloreto de Sódio - NaCl
·         Acetato de sódio - CH3COONa
·         Solução de mistura de indicadores ( alfa-naftolftaleína, azul de bromotimol, fenolftaleína, timolftaleína, e vermelho de metilo).


Procedimento experimental:
Ø  Antes de iniciar os experimentos, preparar 100mL de cada um dos reagentes abaixo:
HCl 0,01M
CH3COOH 0,01 M

Parte A) - Preparo das soluções

Em quatro béqueres de 100 mL, adicione as seguintes substâncias:
Béquer A: 75 mL de solução de ácido clorídrico (HCl) 0,01M .
Béquer B: 75 mL de solução de ácido acético (CH3COOH) 0,01 M.
Béquer C: 1,5 g de cloreto de sódio (NaCl)
Béquer D: 1,5g de acetato de sódio (CH3COONa)

·         Adicionar 3 gotas da solução de “mistura de indicadores” aos béqueres A e B. Determine o pH das soluções consultando a Tabela 1. Anote os resultados na Tabela 2.
·         Transferir metade da solução do béquer A para o béquer C.
·         Observar se houve mudança de coloração e anote o pH da solução resultante na Tabela 2.

Transfira metade da solução do béquer B para o D e verifique se há alteração de pH. Anote na Tabela 2.

Tabela 1: Cores observadas na mistura de indicadores a ser utilizada

Cores
Vermelho
Laranja
Amarelo
Amarelo esverdeado
verde
azul
pH aprox
1,5
2,8
2,3
4,6
5,2
7,6















Tabela 2: pH das soluções preparadas:
Béquer
Solução presente
pH medido com a mistura de indicadores
A


B


C


D



Parte B) Teste da capacidade de tamponamento das soluções acima preparadas:

·         Adicionar 5 gotas de solução HCl 6,0M a cada um dos quatro béqueres.
·         Observar o que ocorre com as cores dos indicadores e anotar o pH na Tabela 3.
·         Entre todas as soluções verificar aquela que não apresentou mudança de pH após a adição de HCl 6M A este béquer adicionar HCl 6M, gota a gota (contando o número de gotas que forem adicionadas), até que a mistura de indicadores mude de cor.

Tabela 3: pH das soluções preparadas após a adição de HCl 6,0 M
Béquer
Solução presente
pH medido com a mistura de indicadores
A


B


C


D




Referências Bibliográficas
RUSSEL, J.B., Química Geral, Soluções Aquosas: Equilíbrios Ácido-Base, 1982.
SKOOG, D. A., WEST, D. M., HOLLER, J. F., Crouch, S.R. Fundamentos de Química Analítica, tradução da 8a edição norte-americana, Thomson, 2006.




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Sou Farmacêutica Generalista, Pós Graduada em Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica. Aqui compartilho minhas experiências acadêmicas, profissionais e coisas que gosto. Criei a marca Reciele Cosmetics ♥ e a Farmácia Pharmanaturalys.

Contato:renataarpinifarmaceutica@gmail.com

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